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Queda no preço da picanha e estabilidade da cerveja deixam churrasco mais barato em 2026

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Bruno Cavalcanti

Valor da picanha arrefece e ajuda o churrasco do fim de semana | Foto: Divulgação
Valor da picanha arrefece e ajuda o churrasco do fim de semana | Foto: Divulgação

Fazer churrasco em casa ficou menos pesado para o bolso do brasileiro em 2026. Um levantamento da Neogrid, empresa especializada em inteligência para a cadeia de abastecimento, aponta queda significativa nos preços da picanha entre os principais cortes bovinos consumidos em churrascos, além de estabilidade no valor das bebidas mais tradicionais da ocasião, como cervejas e vinhos.

Os dados foram obtidos a partir do monitoramento de mais de 40 milhões de notas fiscais emitidas mensalmente em todo o país e mostram uma acomodação importante nos preços em relação aos picos inflacionários registrados entre o fim de 2025 e o início deste ano.

Entre os destaques está a picanha bovina, um dos cortes mais simbólicos do churrasco brasileiro. O preço médio caiu de R$81,86 por quilo em abril de 2025 para R$60,70 no mesmo período de 2026, retração de 25,9%.

A fraldinha apresentou queda ainda mais expressiva. O corte passou de R$72,25 para R$44,37 por quilo, recuo de 38,6% em um ano. Já o ancho bovino ficou 19,6% mais barato, enquanto a costela bovina registrou redução de 21,6%.

Mesmo cortes que apresentaram alta mantiveram comportamento considerado estável diante do cenário recente. A maminha subiu 4,3%, enquanto a alcatra avançou 12,3%, mas ambas ainda permanecem abaixo dos valores observados durante os períodos de maior pressão inflacionária.

O levantamento também mostra que proteínas mais acessíveis continuam funcionando como alternativas importantes para equilibrar o custo das reuniões maiores. O frango inteiro ficou 12,4% mais barato em um ano, enquanto a coxa de frango recuou 10,9%. Já as linguiças mantiveram preços relativamente estáveis.

As bebidas acompanharam o movimento de acomodação. Entre os vinhos, o importado apresentou queda de 4,5%, passando de R$64,14 para R$61,24. O vinho fino nacional praticamente não sofreu alteração, com leve alta de 0,7%, enquanto o vinho de mesa avançou apenas 2,2%.

No universo das cervejas, o cenário também foi de estabilidade. A cerveja clara, principal escolha dos churrascos domésticos, teve alta discreta de apenas 0,7% na comparação anual. Já a cerveja artesanal ficou 4,6% mais barata após os aumentos registrados durante o verão e as festas de fim de ano.

Segundo a Neogrid, o novo comportamento de preços tende a estimular o consumo doméstico e ampliar a cesta de compras do consumidor, especialmente em datas comemorativas e encontros informais.

Para o varejo, no entanto, o cenário exige atenção operacional. Com maior procura por carnes, bebidas e itens ligados ao churrasco, cresce a necessidade de reposição eficiente e monitoramento constante de estoque para evitar rupturas e perda de vendas em períodos de maior demanda.

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